| Resumo: |
Toda leitura crítica repudia “aceitação impensada” de textos. Ora, é próprio do leitor crítico, consoante Ezequiel T. da Silva, “analisar e examinar as evidências apresentadas, e, à luz dessa análise, julga-se criteriosamente a si mesmo para chegar a um posicionamento”. É simplesmente impossível este tipo de leitura proibir a expressão. Ao contrário, ela é sua razão de ser, afinal, Qualidade exige do leitor ousadia para ir aos múltiplos lugares ideológicos, lá onde assiste o silêncio. Parafraseando mestre Teodoro, digo: leitores acríticos, acostumados à ótica convencional da leitura, permanecem felizes em exercerem suas leituras “de meia-tigela”, sustentando a alienação e os privilégios de uma minoria. Só a leitura crítica será capaz de questionar as evidências, só ela desvenda as armadilhas da linguagem, só ela nos permite “desfiar e refiar o avesso de um texto no sentido de chegar às suas entranhas”, só ela faz com que penetremos nas linhas, nas entrelinhas e, sobretudo, para além das linhas.
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